
Luís Soares é o autêntico renovador da Cerâmica de Cascais.

O criador multidisciplinar Luso-Moçambicano, nascido em Maputo, e sediado em Cascais por muitos anos, introduziu seus conceitos artísticos na cerâmica milenária de Cascais, recebendo uma reforma em conceitos artísticos, mas sem variação das técnicas de elaboração ancestral.

O resultado é um trabalho muito coerente, limpo e fresco, no qual os peixes e as flores são os principais motivos de pratos, vasos, vasos, castiçais de mesa, jarros de todos os tipos e outras formas.

Luís Soares aplicou seu conhecimento técnico, seu domínio das técnicas artísticas, sua preocupação com a pesquisa, seu caráter como um experimentador de autogonização da produção desse tipo de cerâmica milenar.
Ele destaca como a principal razão pela qual o peixe em sua produção de utensílios, na qual nenhum é igual a outro. Essas são peças únicas, que fazem parte das coleções e são integradas no nível do conceito, mas mantendo sua originalidade individual.

É uma configuração de peixes imaginários, ingênuos e naif, quase primitivista, sensual e reminiscências entre o mediterrâneo clássico e também africano. São obras executadas de uma maneira muito limpa, de muito cuidado, de uma elaboração requintada, que combina cores mais fortes e contrastadas com outros menos diretos e mais sutis.

A cerâmica de Cascais foi criada por Luís Soares no início dos anos setenta, com um estilo de aparência contemporâneo, no qual o design foi deixado muito solto, sem laços, desenvolvido, o que causa uma frescura total.

Esse design foi realizado com as técnicas de decoração aplicadas pelos ancestrais de Cascais na era pré-histórica. A incisão do desenho no verniz da peça foi realizada levando em consideração a técnica usada por 4000 anos.

Sua contribuição artística é que ele introduziu abordagens para figuras ingênuas, de aparência primitivista, que se afasta das abordagens da nova figuração, inserindo os critérios mais complexos do conceito de idéia, não no nível do objeto, mas na dinâmica da dinâmica de propostas próximas a Bauhaus, mas sem rigorismo geométrico que os caracterizou.
Joan Lluís Montané
Crítico de arte. Membro da Associação: Associação Catalã dos Críticos de Arte; Association Madrilena de Críticos de Arte; Associação Espanhola de Críticos de Artee Associação Internacional de Críticos de Arte.