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Centro Cultural Rafael Morales – Talavera de la Reina – Espanha – Luís Soares

LARGO DA ASSUNÇÃO, 3E 4/2750-298 CASCAIS

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Centro Cultural Rafael Morales – Talavera de la Reina – Espanha

Outubro 3, 2014 - Outubro 30, 2014

PIN19920014 - 160x200 cm - Exposição

Centro Cultural Rafael Morales – Talavera de La Reina – Espanha

A AVENTURA DE TORNAR O SONHO REALIDADE

Luis Soares é um louco são. Ou um louco são. Espécies de etiologia rara, muito difícil de definir, às quais eu mesmo tenho a honra de pertencer. De louco são ou louco são é viver da arte, espécie insubstancial, que alimenta a alma e não cobre o rim. E sã ou louca sã é apresentar um artista que se apresenta. Nem Luis Soares nem sua arte precisam de apresentadores ou apresentações.

Seu melhor cartão de visita são eles mesmos, o artista e sua arte, que o artista e o modelo não são mais comuns. Quixote e Sancho ao mesmo tempo, ele passa pela vida ora vestido de luzes e ora vestido de sombras.

Afinal, neste mundo cruel tudo é uma questão de máscaras, que cada um usa a que mais lhe convém, qual é o mais conveniente. Como anunciou o escritor búlgaro Doncho Tzonchef em Não aconteceu nada: “Um depravado sabe usar a máscara de um santo melhor do que ninguém.”

De pai branco que anda pelas missões, o rosto (ou máscara) de Luis Soares vai mudando ao longo dos anos, homem do mundo e burro de mau assento. Quem, tranquilamente, se gaba de viver em três continentes ao mesmo tempo que são um único continente, aquele que à sua imagem e semelhança delimitou com um círculo de giz para levar consigo para onde quer que vá.

A cavalo, atualmente, entre Cascais e Talavera de la Reina (e o Tejo, na República), Luís Soares vagueia pelo jardim de caminhos que se bifurcam, sentindo o vazio com as mãos como o pianista que vagueia pela cidade do último concerto em busca do piano de cauda que não sabe em que teatro foi deixado esquecido pendurado na nota final. Allegro ma non troppo.

Fronteira com Madagáscar

Definido para nascer, que em algum lugar é preciso vir ao mundo para começar a ser alguém, o nascituro (com memória intrauterina, como Dalí) decidiu que seria muito conveniente que sua futura biografia como artista de projeção universal aparecesse cara a cara com o mundo. Onde a manhã começa. E é o Orto.

Quanto tempo eu teria que viver como artista do pincel no ponto diametralmente oposto. onde a terra termina E é pôr do sol. Para que do nascer ao pôr do sol e de mar a mar corra sua tábua de marés. Do Oceano Índico ao Atlântico, com duas continentes por sede sólida, África e Europa. E um terceiro, a Ásia, como um espelho exótico discordante no qual procure inspiração. Por mais estranho que seja, Luís Soares mergulhou nesse mundo de loucos através do vão de um lugar politicamente denominado “província ultramarina com autonomia” (eufemismo para colônia ultramarina), margeando aquela ilha em forma de baleia que é Madagascar. Alumbrar olhando para a maior ilha do continente africano é De boa saúde.

A mãe exclamou: “Jesus!” E nasceu o Luís, com o nome já definido. Era 22 de agosto 1952, em Lourenço Marques (hoje Maputo), capital de Moçambique. Descendente de colonos se autodenomina. Porque esse é o lema que leva orgulhosamente no lombo, gravado com sangue e fogo, como um escravo da vida a quem a vida faz feliz. De que ocasião terá que falar, longamente, numa futura biografia de muitas páginas e profusão de ilustrações sobre sua vida e obra, que augura passagens agradáveis ​​e surpreendentes.

Vale a pena adiantar: Luis Soares não é morador de lugar nenhum, um endereço sem graça com nome de conveniência. Para espanto dos ingênuos, ele vive inclinado à vertigem na Boca do Inferno. Pendurado em um sonho, como Mary Poppins do guarda-chuva, o vizinho da Boca do Inferno leva um nome tão tremendo para chirigota. O que ele gosta (concha) não são os demônios extremamente ruins, com pernas de bode, chifres com voltas e cauda anelada, mas os demônios são absolutamente bons, angelizais até. Os demónios, decididamente antropomórficos, que beijam e abraçam com repulsa humana. E os humanos que beijam e abraçam com paixão diabólica. Luís Soares é um demiurgo, uma força desencadeada natureza.

Poucas pessoas que conheço exalam tanta vitalidade aparente como ele, apesar de a procissão por dentro. Porque na vida, como no ciclo repetido das estações, há primaveras, verões, outonos e invernos.

(….)

Com uma linha diabolicamente fina (no desenho e na gravura) que vai e vem como fumaça de palha (preta de caneta ou buril) e se perde no arabesco infinito de um traço caleidoscópico. Ou com pinceladas densas (com ressonâncias picassianas) formando duas faces em um único círculo, onde os traços faciais são compartilhados, como neve se presta a avalanches.

Ou em jóias de bronze ou esculturas que se torcem como ferro em doce fogo, porque tudo é animado pela paixão da criação incessante, liberdade criativa.

Em Talavera de la Reina, uma morada de Toledo, que partilha com Cascais, uma morada portuguesa com vista para o Boca do Inferno, Luís Soares vive, trabalha, cria, imagina e sonha caminhos, concordando com Jofre (a quem não o tenha lido) que “a vida é perfeita quando você tem a oportunidade de realizar um sonho”.

Antonio Martínez Cerezo

(Escritor, Historiador e Acadêmico)

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Noite de fados na exposição com Rosario Lubian
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Noite de fados na exposição com Rosario Lubian
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Organizador

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Local

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Talavera de La Reina, Toledo 45600 Espanha
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