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LUÍS SOARES, EN EL PENSAMIENTO

PIN19880071 - Pensamento - Aguarela e tinta da china sobre papel Meirat.

 

Cuando nos enfrentamos a la pintura de Luís Soares, sentimos ciertas vibraciones y acuden a nuestra mente diferentes pensamientos para captar el mensaje que, con sus creaciones, pretende transmitirnos el pintor lusitano, nacido en Mozambique en 1952, que en una época en la que Europa y el mundo estaban cambiando su interpretación plástica, dio sus frutos, transmitiendo mensajes de futuro y fuerza a la vida artística en general.
Não nos devemos esquecer que os grandes mestres do impressionismo descobriram um dia que, além do ar que enchia o estúdio, existia a luz e a força directa da Natureza viva e saíram em busca das luzes, contra-luzes e sensações frontais, a fim de poderem plasmar algo mais real e romper, por conseguinte, com outras formas de expressão que, até então, tinham marcado o caminho do homem na sua criação artística. Luís Soares, além da poesia e até de notas musicais e vozes que modulam frases estranhas, mas cheias de calor e humanismo, traz-nos, sem sombra de dúvida, algo de novo. As suas deformações, entre o cubismo-expressionismo, acentuam, através de um desenho excelente e da mistura de cores, elementos nos quais a força e o poder do homem se comprometem, como parte da criação, em conseguir que a vida possa fluir mais placidamente.
Em certas ocasiões as suas figuras podem parecer dramáticas mas, no entanto, ao analisarmos o vigor com que ataca a parte humana dos seus caprichos deformistas ou intimistas, sentimos que projectam uma visão que marca a legitimidade que conseguiu na cerâmicas, na escultura e na própria pintura, que é onde recria um tempo que lhe permite dialogar com a presente e projectar-se sempre rumo a um futuro pleno de sensações e, mormente, de realidades sobejamente conhecidas de pessoas que, como ele, têm uma singular noção do Universo e da essência do poder sobrenatural.
Contemplando la obra de Luís Soares, no puedo dejar de imaginar su estética plasmada en grandes superficies murales, inundando con su alegre y festivo cromatismo las calles, avenidas y plazas de la ciudad... o resolviendo vidrieras que, filtrando la luz, crean agradables y sugerentes espacios interiores.
El artista presenta, además de una obra significativa y sin complicaciones a través de los lenguajes plásticos que emplea, propuestas concretas y diálogos razonados que nos permiten, con la simple contemplación de su obra, acercarnos claramente al concepto de Arte.

FRANCISCO MONTOYA GARCÍA
De la Asociación Española de Críticos de Arte

FRANCISCO MONTOYA GARCÍA

De AICA - Asociación Internacional de Críticos de Arte

PIN19870109 - Cobras Aguarela e Tinta da China s/papel Meirat - 100x100 cm
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