
Cuando nos enfrentamos a la pintura de Luís Soares, sentimos ciertas vibraciones y acuden a nuestra mente diferentes pensamientos para captar el mensaje que, con sus creaciones, pretende transmitirnos el pintor lusitano, nacido en Mozambique en 1952, que en una época en la que Europa y el mundo estaban cambiando su interpretación plástica, dio sus frutos, transmitiendo mensajes de futuro y fuerza a la vida artística en general.
Não nos devemos esquecer que os grandes mestres do impressionismo descobriram um dia que, além do ar que enchia o estúdio, existia a luz e a força directa da Natureza viva e saíram em busca das luzes, contra-luzes e sensações frontais, a fim de poderem plasmar algo mais real e romper, por conseguinte, com outras formas de expressão que, até então, tinham marcado o caminho do homem na sua criação artística. Luís Soares, além da poesia e até de notas musicais e vozes que modulam frases estranhas, mas cheias de calor e humanismo, traz-nos, sem sombra de dúvida, algo de novo. As suas deformações, entre o cubismo-expressionismo, acentuam, através de um desenho excelente e da mistura de cores, elementos nos quais a força e o poder do homem se comprometem, como parte da criação, em conseguir que a vida possa fluir mais placidamente.
Em certas ocasiões as suas figuras podem parecer dramáticas mas, no entanto, ao analisarmos o vigor com que ataca a parte humana dos seus caprichos deformistas ou intimistas, sentimos que projectam uma visão que marca a legitimidade que conseguiu na cerâmicas, na escultura e na própria pintura, que é onde recria um tempo que lhe permite dialogar com a presente e projectar-se sempre rumo a um futuro pleno de sensações e, mormente, de realidades sobejamente conhecidas de pessoas que, como ele, têm uma singular noção do Universo e da essência do poder sobrenatural.
Contemplando la obra de Luís Soares, no puedo dejar de imaginar su estética plasmada en grandes superficies murales, inundando con su alegre y festivo cromatismo las calles, avenidas y plazas de la ciudad... o resolviendo vidrieras que, filtrando la luz, crean agradables y sugerentes espacios interiores.
El artista presenta, además de una obra significativa y sin complicaciones a través de los lenguajes plásticos que emplea, propuestas concretas y diálogos razonados que nos permiten, con la simple contemplación de su obra, acercarnos claramente al concepto de Arte.
FRANCISCO MONTOYA GARCÍA
De la Asociación Española de Críticos de Arte

